Nestlé dá as sextas-feiras de “folga” para funcionários que querem empreender

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Apesar da Nestlé ser uma empresa com mais de 150 anos, ela já foi uma startup. Mais de um século depois, a multinacional trouxe de volta o espírito empreendedor à sua sede em Portugal. Lançado em setembro do ano passado, o “Fora da Casca” é um programa de inovação e empreendedorismo nas áreas de nutrição, saúde e bem-estar.

A Nestlé já conta até com um espaço físico para fazer do programa uma realidade. O coworking, que se assemelha a uma sala de aula, busca fomentar o empreendedorismo interno e até mesmo abrir espaço para que startups façam negócios com a multinacional. Todas as sextas-feiras a Nestlé, em parceria com a Nova School of Business and Economics (SBE), oferece um programa para que seus colaboradores aprendam mais sobre empreendedorismo e inovação.

Internamente, o projeto foi aceito por 50 colaboradores – entre os quais um membro da diretoria, sendo que a maioria é mulher. O número corresponde a cerca de 10% dos trabalhadores da sede da Nestlé, em Linda-a-Velha. “Lançamos um desafio e tivemos cerca de 50 voluntários loucos que se candidataram, de todas as áreas”, conta Miguel Muñoz Duarte, professor da SBE, que prestará mentoria no Fora da Casca ao longo de 24 semanas. Depois de terem participado das aulas e cumprirem o horário de trabalho em equipe, os empreendedores da Nestlé também receberão feedbacks de Tim Vieira, empresário e um dos protagonistas do Shark Tank.

Fora da Casca, coworking da Nestlé.

Foto: Reprodução / Jornal Económico

Além da vertente interna, que estimula trabalhadores a desenvolverem seus próprios projetos, a iniciativa também foca na parte externa. Com o Fora da Casca, que lança desafios para startups que se identificam com os objetivos da marca, as startups podem absorver todas as vantagens da multinacional – como a exposição internacional, infraestrutura e portfólio de marcas. “Por um lado, tivemos uma mudança de cultura interna, que nos diz que muitas pessoas estão dispostas a trabalhar como as startups trabalham. Por outro, temos a oportunidade de conhecer startups que se alinham ao nosso propósito: melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro saudável”, afirma Luís Ferreira Pinto, da Nestlé Portugal.

Quando questionada sobre as dificuldades do projeto, Susana Felgueiras conta que o mais difícil foi transformar o mindset dos colaboradores. “O grande desafio que tivemos em 2017 foi transformacional a nível de mindset e de experimentar novas formas de trabalhar. Já experimentávamos vários modelos de inovação, mas reconhecemos que nos faltava o lado acadêmico”, confessou a Gerente de Novas Oportunidades de Negócio da Nestlé. “A Nestlé é conhecida por ser lenta nos seus processos, somos uma máquina pesada. Mas aqui podemos tomar decisões rápidas, assumir riscos e perceber que falhar faz parte do processo”.

O coworking de Linda-a-Velha foi pioneiro dentro do grupo, mas a sede da Itália também já está interessada em avançar com uma réplica da iniciativa. Além disso, o responsável pela inovação da Nestlé no mundo também visitou a sede portuguesa e se inspirou no modelo. Portugal se tornou um grande exemplo de inovação no mundo – e é por isso que visitaremos o país na Missão Portugal (0).

Fonte: https://conteudo.startse.com.br/ecossistema/isabella/nestle-da-as-sextas-feiras-de-folga-para-funcionarios-que-querem-empreender/

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